As nossas mãos canhotas
Escrevi esse poema pro Jehan no mês passado. Estar com ele tem feito com que todo o meu processo de escrita pulse novamente e encontre mais forças pra sair da toca. Talvez ele nem tenha percebido, mas estar comigo também possa ter sido impulso pra que ele se fortaleça novamente enquanto escritor. Acredito que seja um processo mútuo, porque quando a gente está ao lado de pessoas que nos apoiam, a gente ganha mais coragem pra sonhar (e pra realizar) em paz. :)
[nossas]
mãos dadas
são como novelos de lã
bordando nuvens no céu
aurora, primavera, sol poente
é como o infinito
tecendo uma colcha gigante, dourada
de todo amor
que brota
da
gente
eu sinto
[às vezes]
o sangue estagnado querendo correr
e depois a gente se ajeita
se mexe
se vive
faz o pulso bater
são horas segurando
o corpo que se sustenta
no espaço
eu flutuo, eu sonho, eu danço
eu perco o compasso
a força de mãos entranhadas
constrói presságios de esperança
eu choro, eu grito, eu luto
sou embalada feito
criança
presente
sou tradutora de silêncios
guardadora de estrelas
fabricante de
sonhos
se eu te pegar
pela ponta da palma da mão
você vem?
fôlegos emaranhados
pé e dedos colados
eu não vejo mais
ninguém.
[nossas]
mãos dadas
são como novelos de lã
bordando nuvens no céu
aurora, primavera, sol poente
é como o infinito
tecendo uma colcha gigante, dourada
de todo amor
que brota
da
gente
eu sinto
[às vezes]
o sangue estagnado querendo correr
e depois a gente se ajeita
se mexe
se vive
faz o pulso bater
são horas segurando
o corpo que se sustenta
no espaço
eu flutuo, eu sonho, eu danço
eu perco o compasso
a força de mãos entranhadas
constrói presságios de esperança
eu choro, eu grito, eu luto
sou embalada feito
criança
presente
sou tradutora de silêncios
guardadora de estrelas
fabricante de
sonhos
se eu te pegar
pela ponta da palma da mão
você vem?
fôlegos emaranhados
pé e dedos colados
eu não vejo mais
ninguém.
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