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Mostrando postagens de maio, 2020

Anne with E #2

Às vezes acho que a Anne é a minha personalidade bipolar materializada. E isso é bom, isso me faz bem, me deixa feliz. É como se eu pudesse ser livre sendo eu mesma sendo Anne with E.  ❤

Anne with E #1

Hoje chorei com a Anne. E senti que, no fundo, foi uma desculpa pra poder chorar por mim mesma também e por todas as coisas que senti esta semana.

Pós-terapia #1

Sempre depois das minhas sessões de terapia eu fico extremamente reflexiva, pensativa e, principalmente, depois da última, não poderia ter sido diferente. Tenho pensado muito sobre todos os meus processos de vida inteira e dos processos de formação da minha personalidade. Pensando em quem eu sempre fui, quem eu era, quem eu sou e qual é a Flávia que quero que se mantenha firme até o fim da minha vida, não como algo purista, fixo e estático, mas sim como uma consequência de tudo o que tenho acreditado e plantado no meu caminho, principalmente os acertos. No entanto, creio que este pensamento possa se alterar, pois, se um dia eu me tornar mãe, tenho certeza de que haverá uma nova e forte (des)construção dentro de mim, e uma Flávia que eu nunca fui capaz de prever poderá surgir. Como conclusão óbvia: continuo não tendo o controle de nada. De toda forma, se hoje fosse o meu último dia na Terra, eu ficaria satisfeita com tudo o que consegui ser. Não é sobre ter atingido a perfeição ou um ...

As nossas mãos canhotas

Escrevi esse poema pro Jehan no mês passado. Estar com ele tem feito com que todo o meu processo de escrita pulse novamente e encontre mais forças pra sair da toca. Talvez ele nem tenha percebido, mas estar comigo também possa ter sido impulso pra que ele se fortaleça novamente enquanto escritor. Acredito que seja um processo mútuo, porque quando a gente está ao lado de pessoas que nos apoiam, a gente ganha mais coragem pra sonhar (e pra realizar) em paz. :) [nossas] mãos dadas são como novelos de lã bordando nuvens no céu aurora, primavera, sol poente é como o infinito tecendo uma colcha gigante, dourada de todo amor que brota da gente eu sinto [às vezes] o sangue estagnado querendo correr e depois a gente se ajeita se mexe se vive faz o pulso bater são horas segurando o corpo que se sustenta no espaço eu flutuo, eu sonho, eu danço eu perco o compasso a força de mãos entranhadas constrói presságios de esperança eu choro, eu grito, eu luto sou embalada ...

A volta da esfinge

Disseram-me que o vermelho, vívido e quente, quando fica azul demais, cura a gente. Aos poucos é possível identificar rastros de sal nas feridas que há tanto busco esconder, que se abrem pra sangrar e deixar todo o sangue impuro escorrer. Quando todo o sangue escoa, tudo fica transparente, num vazio em que não se é possível prever se de solidão ou de liberdade ou de tudo junto misturado ao caos. Todo o caos é perdoado quando se aprende. Às vezes a gente vai dizer mil vezes eu te amo e vai haver silêncio como resposta porque nem sempre é possível entender o que se passa no mundo infinito e bonito do outro porque o outro é uma caixa de pandora onde os indignos não têm entrada sem chave sem sol sem luz sem chão. Mil eu te amo cairão à sua esquerda, mais mil eu te amo jorrarão à sua direita e tu não serás atingido porque o mundo é complexo demais pra ser simples. Você já foi simples como uma canção de ninar ou como notas que não dizem nada querendo dizer tudo? Às vezes a gente diz tud...